Emissora: CBS.
Emissora no Brasil: Rede Globo, Rede Bandeirantes, Teleuno, Rede TV, TCM e Viva.
Transmissão Original: de 2 de abril de 1978 a 3 de maio de 1991.
Duração: 45 minutos.
Temporadas: 14 (357 episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM).

A Série.


Em 2 de abril de 1978 estreou nos Estados Unidos a série Dallas, que viria a ser um dos maiores fenômenos de audiência da televisão americana, além de um dos seriados mais longos da história da televisão.

Criada por David Jacobs, o programa foi exibido em 130 países, sendo dublado ou legendado em cerca de setenta idiomas, e em quase todos os lugares repetiu o sucesso alcançado em seu país de origem. O episódio no qual é revelado quem atirou em J.R. registrou um dos maiores índices de audiência da história da televisão norte-americana e mundial.

Dallas ficou muito conhecido por utilizar cliffhangers, incluindo o misterioso Who Shot J.R.? (Quem alvejou J.R.?). O episódio de 1980 “Who Done It”, que dá finalmente resposta à dúvida de quem havia, afinal, atirado em J.R. mantém-se até aos dias de hoje como o segundo mais visto de sempre na televisão norte-americana. A série também comportou uma temporada-sonho, em que a totalidade da nona temporada se revelou no fim como sendo um sonho da personagem Pamela Barnes Ewing. Após 14 temporadas, o final da série ocorre em 1991 com a transmissão do episódio “Conundrum”.

O programa teve ainda dois filmes para a TV, um lançado em 1996, Dallas – O Retorno de J.R., que mostra a volta do vilão após cinco anos na Europa para recuperar o controle do petróleo Ewing e a ex-mulher Sue Ellen. E um em 1998, Dallas – A Guerra dos Ewings. O sucesso da série fez com que outros programas tentasse seguir a mesma linha, foi o caso da série Dinastia, que também relatava as intrigas e dramas de uma família milionária.

O ator Larry Hagman personifica o ambicioso e ardiloso magnata de petróleo J.R. Ewing, a atriz de teatro e televisão Barbara Bel Gueddes como a matriarca da família Ewing, Miss Ellie (D. Ellie, BR), e o ator de westerns, Jim Davis, como o patriarca Jock Ewing, no seu último trabalho antes da sua morte em 1981. A série venceu quatro Emmys, incluindo o Primetime Emmy Award de melhor atriz em série dramática para Barbara Bel Gueddes.

 

A História.


O principal foco de Dallas era as aventuras da milionária família Ewing, dona dos maiores poços de petróleo dos Estados Unidos e da companhia Ewing Oil, instalada no rancho Southfork na região de Dallas, Texas, Estados Unidos. A riqueza dos Ewing sempre dava origem a histórias recheadas de cobiça, poder e opulência.

Dallas se passa durante a Grande Depressão, na década de 1930, com a disputa de exploração petrolífera entre a família Ewings e Barnes. No início da série, Jock Ewing é o patriarca da família protagonista, que, supostamente, teria tirado de seu ex-sócio Digger Barnes o direito de sua parte na companhia, além de roubar-lhe seu verdadeiro amor Dona Ellie. Ao casar com Ellie tiveram três filhos: J.R., Gary e Bobby.

Para acentuar a rivalidade entre as famílias, Bobby se casa com Pamela, filha do rival da família Digger Barnes, e irmã de Cliff, que é o amante da esposa alcoólatra de J.R. No passado, Pamela teve um relacionamento com Ray, o capataz e filho ilegítimo da família. Ray, mais tarde, se envolve com Lucy, a neta de Jock e Ellie.

Do lado dos Ewings a discórdia mais acentuada da série é do primogênito J.R., cheio de cobiça, ele busca desesperadamente o dinheiro do pai. O personagem J.R. era interpretado pelo ator Larry Hagman, conhecido por fazer o Major Nelson em Jeannie é Um Gênio. Seu personagem fez tanto sucesso que ele resolveu renegociar seu contrato com os produtores do programa.

Muitos anos se passam e toda a riqueza dos Ewings começa a ser administrada por Bobby Ewing, filho mais novo, e sua cunhada Sue Ellen, mas sedento de poder J.R. continua seus planos para conquistar o império de Ewing Oil, ainda que já esteja à frente de outra companhia. Ao saber que Ray Krebbs foi a falência e que em suas terras não têm petróleo, J.R. vê ali a sua chance de dar o grande golpe para conquistar a riqueza da família, mas ele não contava que seu arqui-inimigo Carter McKay estivesse perto de fechar uma sociedade com seu irmão Bobby e que também fosse interessado nas terras de Ray, começa então uma acirrada disputa de ganância pela posse das terras.

J.R. passa por maus bocados quando perde todo o seu império para o empresário Cliff Barnes, ele tenta então se suicidar, mas com sua tentativa frustrada, muda-se para Europa retornando cinco anos depois disposto a continuar a guerra de poder, só que Barnes dessa vez está interessado em outras coisas, ele pretende abandonar os negócios e partir em busca da filha que não conheceu pensando assim em vender sua empresa para Carter McKay. J.R. tenta a todo custo reunir os Ewings para recuperar o que era seu, indo até as últimas consequências para isso, como forjar a própria morte, mas Bobby mais uma vez intervém para impedir os planos do irmão.

Com a morte do ator Jim Davis, que interpretava Jock Ewing, o patriarca da família, a solução foi declarar Jock como morto em um acidente de helicóptero. Entrou então no seriado o personagem Clayton Farlow, vivido por Howard Keel, que casou-se com a viúva Miss Ellie. Já na temporada de 1984 a atriz Barbara Bel Geddes saiu do seriado por motivo de saúde, sua personagem Dona Ellie foi temporariamente interpretada pela atriz Donna Reed. A audiência caiu e a produção recebeu inúmeras cartas do público pedindo o retorno de Barbara Bel Gedde que voltou ao seriado na temporada seguinte.

Em 1985, Patrick Duffy, que interpretava Bobby Ewing, pediu para sair da série. Seu personagem fora atropelado e morto por Katerine, meia-irmã de Pamela, mulher de Bobby, que não aceitava a felicidade do casal.

O programa passou por um grande abalo na audiência e os produtores foram forçados a pedir a Patrick Duffy que voltasse à série, ele concordou desde que dessem uma explicação ao menos plausível para sua volta. Na temporada seguinte os produtores de Dallas criaram um episódio onde tudo o que aconteceu não passava de um sonho de Pamela.

Na décima temporada a atriz Victoria Principal decide também sair da série, os roteiristas criaram um acidente de carro que a deixa desfigurada, assim a sua personagem Pamela Ewing aparece na série sem mostrar o rosto, obviamente interpretada por uma dublê.

 

O Sucesso.


Em 2007, o comediante britânico Justin Lee Collins foi procurar por muitas das estrelas de Dallas para as levar para uma festa de reencontro especial. O programa foi emitido às 21h de domingo, a 27 de maio de 2007, no Channel 4 da televisão britânica, e fazia parte da série “Bring Back…”. Após ter perseguido literalmente a maior parte dos atores originais com todos os meios que pudesse (como saltando cercas de segurança e fazendo embuscadas em hoteis), Collins entrevistava-os e passava a conhecer mais sobre algumas das decisões feitas ao longo da série. Os participantes do elenco foram Larry Hagman, Linda Gray, Patrick Duffy, Ken Kercheval, Charlene Tilton, Susan Howard e Mary Crosby. Ele organizou o seu próprio Oil Barons Ball (Baile dos Magnatas do Petróleo) onde nenhum dos entrevistados apareceu. Contudo, o ator que fez de pequeno Christopher (Eric Farlow) apareceu. Charlene Tilton falou numa entrevista em 2011 sobre o programa, e disse que foi uma das piores experiências de sempre, que ela e os restantes atores tiveram.

A 8 de novembro de 2008, teve lugar no Rancho Southfork, na cidade de Parker (Texas), um reencontro comemorativo dos trinta anos do início da série, reunindo os atores Larry Hagman, Patrick Duffy, Linda Gray, Ken Kercheval, Steve Kanaly e Charlene Tilton. Outras atrizes parte do elenco também compareceram, como Susan Howard, Audrey Landers, Mary Crosby e Sheree J. Wilson. O relvado da frente e das traseiras da casa ficcional dos Ewing foi palco de um grande churrasco cheio de pessoas da área de Dallas, de outras partes dos Estados Unidos e do mundo (que pagaram algo como $1,000) para relembrar e celebrar a série, bem como encontrarem-se com parte do elenco. Durante as festividades, Ken Kercheval admitiu estar chocado com o apoio que continuava a existir após 17 anos do final da série: “Eu não percebo” disse “A continuação desta força. Quem diria?”. Linda Gray também relembrou afetuosamente a sua estadia na série: “Eu penso que foi uma época especial. Era uma época onde não havia mil milhões de canais televisivos nem a Internet e todas as outras coisas que entretanto passaram a existir”.

Em março de 2011, o Teatro Texas, em Dallas começou por exibir dois episódios de Dallas no grande ecrã todos os domingos; mais de cem benfeitores, alguns vestidos como as suas personagens favoritas, apareceram todas as semanas para a exibição gratuita. Contudo, as exibições terminara abruptamente em maio de 2011 após a Warner Bros. se ter insurgido contra o Teatro Texas por exibições não autorizadas, argumentando que os que fizeram parte da produção da série não estavam a ser pagos ou beneficiados de alguma forma.

O famoso chapéu de J.R. Ewing, um grande símbolo da americanidade inerente da série, que contribuiu para segurar audiências a uma escala global, encontra-se atualmente nas coleções do Museu Nacional de História Americana, localizado em Washington DC.

Numa paródia da popular Forbidden Broadway, uma atriz no papel de Mary Martin (a mãe de Larry Hagman, atriz e cantora na Broadway) canta a música “Never Never Panned” com a entoação de “Never Never Land”, do musical Peter Pan. Numa das suas falas de texto ela canta “you can be a star, like my son who plays J.R. on Dallas! We’re never panned!”

A série é citada nas letras da banda pop ABBA, no single de 1982 “The Day Before You Came”. A linha referente cantada é: There’s not, I think, a single episode of Dallas that I didn’t see.

A cantor de country Hank Williams, Jr. teve um sucesso com a música “This Ain’t Dallas” comparando a sua vida e a da sua mulher com a vida conjugal de J.R. e Sue Ellen.

Na cidade do Porto, em Portugal, um centro comercial foi criado de raiz com o nome da série e com uma estrutura semelhante ao de um dos muitos arranha-céus espelhados que vemos nos genéricos de abertura de Dallas. Apesar do edifício não ter sido construído para ser muito alto, foi desenhado para que assim parecesse. Por baixo era o centro comercial, encerrado em 1999, e por cima seriam escritórios.

 

No Brasil.


Dallas estreou no Brasil no inicio da década de 1980 pela Rede Globo, que exibiu inicialmente suas duas primeiras temporadas às 22h, como se fosse uma minissérie. Devido ao enorme sucesso o seriado ganhou espaço fixo na grade da emissora nas noites de domingo, logo depois do Fantástico.

Ao longo da década de 1980, a Rede Globo exibiu da 1ª até a 7ª temporada do seriado. Em 1989, Dallas passou a ser exibida pela TV Bandeirantes, onde passava às quintas-feiras, às 21h30, ficando na emissora até 1992.

Depois Dallas passou apenas na TV fechada. Ainda na década de 1990, foi ao ar pelo canal pago Teleuno (atual AXN).  Em 25 de outubro de 2008 estreou na RedeTV!, desde o primeiro episódio e também foi mostrada pelo canal pago TCM sendo transmitida de segunda a sexta às 07h e às 13h. A partir de 1 de maio de 2012 reprisado no Canal Viva do grupo Globosat.



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