Emissora: Rede Globo e Viva.
Transmissão Original: de 13 de março de 1983 a 3 de junho de 1983.
Duração: 45 minutos.
Temporadas: 1 (18 episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: Rede Globo.

A Série.


O personagem Mário Fofoca (Luiz Gustavo), criado por Cassiano Gabus Mendes na novela Elas Por Elas (1982), ganhou seu o próprio seriado no dia 13 de março de 1983, onde ele continua sendo um detetive particular inteiramente inábil na sua profissão.

Algumas alterações foram feitas na transição da novela para o seriado. Por destinar-se especialmente ao público infantojuvenil, dava-se ênfase as atrapalhadas do detetive. Para isso, a equipe de criação e o diretor optaram por manter nos episódios momentos espontâneos das gravações, como o instante em que Luiz Gustavo puxa a persiana do escritório de Mário Fofoca e ela desaba sobre sua cabeça. Apesar do riso de toda a equipe, a cena acabou sendo exibida.

Embora o personagem tenha sido criado por Cassiano Gabus Mendes, Luiz Gustavo contribuiu muito para composição do tipo. O paletó xadrez, por exemplo, foi um achado do ator no guarda-roupa da Rede Globo. Para ele, o personagem deveria usar o mesmo traje o tempo todo – paletó xadrez roxo, calça marrom, camisa azul e gravatas espalhafatosas. Inicialmente os produtores da novela não aprovaram a ideia, mas Luiz Gustavo lembrou de grandes heróis – como Charles Chaplin, o Gordo e o Magro – para justificar o figurino.

Infelizmente Mário Fofoca não conseguiu alcançar o mesmo sucesso da telenovela e acabou durando apenas 18 episódios. Sua última aventura foi ao ar no dia 3 de julho de 1983.

No rastro do sucesso da novela, foi lançado também o filme As Aventuras de Mário Fofoca (1983), com argumento de Cassiano Gabus Mendes, Carlos Lombardi e Adriano Stuart, também responsável pela direção. Além de Luiz Gustavo no papel-título, estavam no elenco Sandra Bréa, Julia Lemmertz e Maria Luisa Castelli, entre outros.

Luis Gustavo tem grande parte da responsabilidade pela criação do personagem Mário Fofoca. Foi o ator quem decidiu, por exemplo, que o detetive deveria usar sempre o mesmo traje: um paletó xadrez roxo, calça marrom, camisa azul e gravatas sempre extravagantes. A ideia foi recebida com receio pelos produtores da novela, no início, mas eles acabaram se rendendo ao argumento de que essa era uma das marcas de grandes personagens cômicos, como o vagabundo de Chaplin e o Gordo e o Magro.

A direção chegava a incorporar momentos espontâneos das gravações nos episódios como, por exemplo, quando uma persiana do escritório de Mário Fofoca desabou sobre a cabeça de Luis Gustavo, provocando gargalhadas na equipe técnica. A cena acabou indo ao ar.

 

A História.


Confuso, desajeitado, ingênuo, infantil e esquecido, Mário Fofoca era um detetive particular com vários tiques nervosos. Usando sempre um terno quadriculado e uma gravata colorida, ele vivia todo domingo uma diferente aventura que de uma forma ou de outra e contando com uma sorte incrível, acabava conseguindo solucionar o mistério.

Fofoca na verdade chamava-se Mário Cury, mas esse verdadeiro nome ele vivia tentando esconder. Em cada episódio enfrentava além de perigosos malfeitores, alienígenas, vampiros, os vilões mais estranhos da TV. Ele tinha como parceiro Donato Freitas (Osmar Prado), e o maior incentivador do detetive era seu pai, o aposentado Evilásio (Felipe Carrone). Sua mãe, Raquel (Ana Ariel), era uma senhora mal humorada que não se conformava com a profissão do filho e com as “enrascadas” que ele se metia.

No episódio de estreia, “Vista Chinesa” – o único escrito por Cassiano Gabus Mendes – , Mário Fofoca muda-se de São Paulo para o Rio de Janeiro com a família. No Rio de Janeiro, ele encontra um velho amigo Donato, que possui um escritório ao lado do seu e passa a ser seu parceiro.

 

O Retorno.


Mário Fofoca ainda seria “ressuscitado” em 1996, no humorístico Sai de Baixo. No episódio “Uma Morta Muito Viva”, Mário Fofoca tenta investigar a suposta morte de Cassandra (Aracy Balabanian), um golpe para enganar o seguro. Ao fim do episódio, descobre-se que Vavá (Luis Gustavo) se fingiu de Mario Fofoca para assustar Caco, que planejara a fraude.

Em 2010, Mário Fofoca reapareceu no remake de Ti ti ti, obra de Maria Adelaide Amaral.

Em outubro de 2016 o seriado começou a ser reprisado pelo canal por assinatura Viva, onde era mostrado aos sábados às 22h



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