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A bordo de seu Simca Chambord ou com sua motocicleta Harley Davidson, o
Vigilante Rodoviário Carlos enfrentava todos os tipos de criminosos. Em
seu trabalho, o Vigilante era acompanhado pelo pastor alemão Lobo (pertencente
a um soldado da antiga Força Pública, morto em
1971), um cachorro muito argucioso no combate ao crime. A grande missão da
dupla era manter a lei nas rodovias de São Paulo. Uma dupla que transmitia
muita simpatia, inspirando proteção e segurança e veiculando mensagens
educativas.
Com o enredo mencionado, a Tv Tupi lançou em 1961 uma criação de Ary Fernandes,
O Vigilante Rodoviário, a primeira
série brasileira filmada em película de cinema, para concorrer com os
enlatados americanos. A série teve apenas 36 episódios, mas o sucesso foi
tão grande durante sua exibição que até hoje existem fãs do herói
espalhados pelo Brasil. Inicialmente o título da série era "O Patrulheiro
Rodoviário", mas após o contrato de patrocínio pela Nestlé, a Toddy
comprou um seriado de western norte-americano e o batizou de Patrulheiros
do Oeste, o que resultou na mudança do título para O Vigilante Rodoviário.
A série era exibida na quarta-feira em São
Paulo e na quinta-feira no Rio de Janeiro às 20 horas, após o telejornal
Repórter Esso. Devido às dificuldades tecnológicas da época, era necessário levar
a cópia do filme para cada emissora para que fosse transmitido. Durante as
décadas de 60 e 70 foi reprisada pelas TVs Excelsior, Cultura, Globo e
Record.
Mais de 200 atores se candidataram ao papel do herói no piloto da série,
mas nenhum agradou ao produtor e diretor Ary Fernandes, que em um momento
de quase desespero resolveu testar um de seus assistentes de produção,
Carlos Miranda. O resultado foi muito melhor que o esperado. O ator fez
tanto sucesso, foi tão convincente e ficou tão marcado pelo papel que
quando abandonou a carreira artística tornou-se um vigilante rodoviário na
vida real até se aposentar como Tenente Coronel.
Muitas foram as dificuldades enfrentadas na produção da série, a equipe
não tinha dinheiro para comprar os negativos de uma só vez, pois recebiam
após a exibição de cada episódio e, assim, iam comprando na Kodak aos
poucos. As filmagens
eram feitas em filmes de celulose de 35 mm, copiadas, montadas, dubladas e
reproduzidas em 16 mm para serem transmitidas pela televisão. Para piorar
as coisas, três dias após a assinatura do contrato com a Nestlé, que
patrocinava a série, Jânio Quadros assumiu a Presidência da República e
taxou todos os produtos importados em 400%. Com isso a verba da Nestlé já
não era suficiente, uma vez que a maioria dos materiais eram importados,
inclusive o filme, já existia inflação e o valor do contrato era fixo.
Mesmo assim o projeto seguiu.
O seriado terminou por falta de dinheiro quando mudou a diretoria da
Nestlé, que não quis arcar com os custos para dar continuidade à série,
que custava dez vezes mais que as produções estrangeiras.
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Elenco
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Carlos Miranda ..... Inspetor Carlos
King ..... Lobo
Tuca .....
Tuca
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Fonte - www.seriesbrasileiras.hpg.com.br e Enciclopédia Herói
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