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Perdidos
no Espaço foi criada pelo produtor Irwin Allen, sem muitos recursos, mas,
em compensação, a série é muito rica em imaginação. Quando o esboço do seriado foi
apresentado à 20th Century Fox e à rede CBS, os executivos adoraram, pois
não havia séries que tratassem desse tipo de assunto na época. Além disso,
o fato de botar uma família no espaço era o ideal para atrair um leque bem
abrangente de público.
Baseada na história da Família Robinson, do romance "The Swiss Family
Robinson", Perdidos
no Espaço se passa em 1997 quando a Terra já estaria
superpovoada e novos mundos deveriam ser colonizados. A família Robinson é
a escolhida para uma viagem com duração prevista de 68 anos. Na nave
Júpiter II, partiram o professor de astrofísica John Robinson, sua
esposa Maureen Robinson e seus filhos Judy e Penny, e o menino-prodígio Will.
Pilotando a nave estava o major Don West, um tampinha metido à valente. Os
membros da família ficariam congelados até chegar ao destino se os planos
não fossem alterados pelo maligno espião Dr. Smith, que entra escondido na
Jupiter 2 para sabotar a missão. Ele reprograma o robô dos Robinson para
destruir a família e a nave. O tiro sai pela culatra e Smith acaba ficando
preso dentro da nave que parte rumo ao espaço com ele a bordo. O peso
extra do intruso faz a Júpiter 2 sair do curso estabelecido inicialmente e
ir em direção a uma chuva de meteoros. Com uma tragédia prestes a
acontecer, o Dr Smith, no intuito de salvar a própria pele, descongela o
major West para que ele dê um jeito na situação. Mas é tarde. A família
Robinson, é reanimada e se vê totalmente fora do rumo previsto, ou seja,
perdida no espaço, procurando o caminho de volta à Terra.
Embora poucos soubessem ou talvez não se preocupassem com isso, o robô da
série, talvez o mais famoso robô já criado até hoje, principalmente por
seu alarmante sinal de "Perigo! Perigo!" - uma marca registrada - era
interpretado por um ator fixo: Bob May, o único que não tinha seu nome
estampado nos créditos iniciais. May tinha a árdua tarefa de ficar
camuflado debaixo de uma pesada roupa durante toda a gravação. O figurino
do robô de Perdidos no Espaço foi criado por Robert Kinoshita. Além de
ficar com as pernas presas e dar passos pequenos para que o robô parecesse
deslizar sobre a superfície, May tinha que ficar meio encurvado para poder
ver o caminho por onde deveria passar. A placa na parte superior, que
acendia toda a vez que o robô falava, era a mesma que servia de "visor"
para o ator ver com quem estava contracenando. Inclusive, a própria luz
piscante era acionada por Bob May de dentro da carcaça, sincronizando com
a fala do robô. Embora o ator fosse obrigado a decorar todas falas e
participar das cenas, era outro ator quem dublava o robô na edição final.
O apresentador de programas de rádio, Dick Tufeld, fazia a voz metálica da
máquina.
Todo o primeiro ano do seriado foi feito em preto e branco porque o
estúdio não queria gastar demais. A família Robinson enfrentava seres
espaciais, ameaças alienígenas, além das encrencas criadas pelo Dr. Smith.
Tal qual a maior parte dos seriados da época, as histórias terminavam
antes do epílogo e no final começava uma outra história que dava gancho
para o próximo episódio, uma forma de segurar o espectador. A fórmula deu
certo e a receptividade de Perdidos
no Espaço foi superior ao esperado
pelos produtores.
Com o sucesso, a segunda e a terceira temporada foram produzidas em cores.
Neste período, os integrantes da família Robinson deixaram de ser o centro
das atenções e todo o enfoque passou para os bizarros seres espaciais e, é
claro, o trio Smith-Will-Robô. No geral, as histórias ficavam no seguinte
esquema: O Dr. Smith arrumava um plano que evidentemente botava em risco
toda a família, o menino Will, embora alertado pelo pai para não
desobedecê-lo, acabava cedendo aos falsos argumentos do Dr Smith e se dava
mal, e o robô acabava entrando no rolo porque, apesar de alertar para o
perigo da situação, não era ouvido por ninguém. Além disso, era sempre
desligado por Smith depois de ser chamado histericamente de "lata de
sardinha enferrujada".
No Brasil o seriado estreou em 1966 na TV Record nos fins de tarde dos
domingos. Após 4 anos na Record a série passou a ser exibida na Rede Globo
onde ficou diariamente até 1977. A série foi então para a Tv Tupi e no
início da década de 1980 foi exibida pela Rede Bandeirantes. Em 1988
Perdidos no Espaço figurou na programação da TV Gazeta de São Paulo. O
seriado voltou a programação da Tv Record 1990 no "Manhã de Aventura"
quando se despediu da Tv aberta e passou em algumas emissoras à cabo.
A dublagem brasileira
do seriado, realizada pela Companhia Arte Industrial Cinematográfica - São
Paulo (AIC) é uma das mais lembradas até hoje, devido ao excelente
trabalho realizado por profissionais como
Helena Samara, Borges de Barros e Gilberto Baroli.
Perdidos no Espaço virou filme e foi levado às telas grandes em 1998 sem lembrar em
quase nada o antigo seriado, a não ser pelos nomes dos personagens.
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Elenco
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Dubladores Brasileiros
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Guy Williams .... John
June Lockhart .... Maureen
Mark Goddard .... Don West
Marta Kristen .... Judy
Billy Mumy .... Will
Angela Cartwright .... Penny
Jonathan Harris .... Doutor Smith
Amaury Costa.... Robô B-9
Bob May .... Robô B-9 (Voz) |
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AIC - São Paulo:
Astrogildo Filho .... John
(1ª voz)
Rebello Neto .... John
Helena Samara .... Maureen
Ary de Toledo .... Don West
Neuza Maria .... Judy
(1ª voz)
Áurea Maria .... Judy
Magali Sanches .... Will
(1ª voz)
Maria Inês .... Will
Cristina Camargo .... Penny
(1ª voz)
Aliomar de Mattos .... Penny
Borges de Barros .... Doutor Smith
José Soares .... Robô B-9
(1ª voz)
Jorge Ramos .... Robô B-9
(2ª voz)
Amaury Costa .... Robô B-9
(3ª voz)
Gilberto Baroli .... Robô B-9
(4ª voz)
Ibrahim Barchini .... Narrador
(1ª voz)
Carlos Alberto Vaccari .... Narrador
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