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"Speed Racer" é uma das estréias nos cinemas
nesta sexta-feira. Os irmãos diretores Andy e Larry Wachowski, os mesmos
produtores da trilogia "Matrix", assinam a adaptação.
Baseado no célebre mangá e
desenho animado
japonês criados na década de 1960 por Tatsuo Yoshida (1932-1977), o
longa-metragem conta a história do jovem viciado em corridas de
automóveis, Speed Racer, herdeiro de uma família com longa tradição no
esporte.
É também "um animê com atores", como define
o produtor Joel Siver. De fato, o filme dos Wachowski mistura a lógica
visual dos animês com atores reais, fazendo com os desenhos japoneses o
que "Sin City" (2005) havia feito com as HQs.
Para atingir isso, os irmãos basicamente
trocaram as câmeras por computadores. "As filmagens, em si, não foram
difíceis, foram 60 dias em um grande galpão verde. Mas este filme foi
criado digitalmente, você não vê tomadas de câmeras", diz Silver.
Para os atores, que atuaram em frente a
telas verdes, sem cenários reais -eles são inseridos depois, digitalmente-
a experiência não foi tão simples. "Passei quase um ano filmando "Na
Natureza Selvagem" ao ar livre. Sair disso para um galpão fechado não foi
tão legal", diz Emile Hirsch, que faz o protagonista.
"Eu recusei outros filmes desse tipo porque
sempre pensei que me mataria se tivesse que ficar em frente a uma tela
verde por mais de três dias. Não vale o dinheiro", afirma Susan Sarandon,
que interpreta a mãe do herói. "Mas, se você vai fazer um filme desses,
então tem que ser com esses caras."
A oportunidade de trabalhar com os
Wachowski, que adquiriram status de inovadores geniais depois de "Matrix",
é mencionada por todos como um dos principais fatores de atração do
projeto.
"Eles são fantásticos. As coisas que eles
imaginam...", diz Christina Ricci, que tem o papel da namorada de Speed,
Trixie. "Conversando com eles, você nota que têm uma visão bem completa do
que querem. Mesmo que você não entenda o que eles estão pensando, você
apenas segue, porque tem certeza que é brilhante e que vai fazer sentido
no final."
A sensação de estar trabalhando "dentro de
um mundo que os irmãos têm na cabeça" também é citada por todos. "Me senti
em boas mãos, como se toda a pressão fosse tirada de mim e eu só tivesse
que me encaixar nesse mundo incrível que eles criaram", conta Matthew Fox
(de "Lost") que faz o misterioso Racer X.
Para Susan Sarandon, "foi um exercício de
deixar meu ego de lado em prol do filme". A oscarizada atriz, que aparece
para a entrevista ao lado de John Goodman (que vive o pai da família Racer),
vê, no entanto, importância fundamental nos breves papéis de ambos.
"O desafio do filme é que ele é tão
massivo, saturado de cores e com tantas coisas acontecendo que você pode
perder a atenção da platéia. Então, esse foi nosso papel, trazer a parte
emocional do filme."
Fonte: Folha On-line
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