Emissora: CBS.
Emissora no Brasil: TV Record e Rede Manchete.
Transmissão Original: de 5 de abril de 1978 a 21 de fevereiro de 1978.
Duração: 60 minutos.
Temporadas: 1 (13 episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: CFP, DGP e Danchuk Productions.

A Série.


Em 1978 o Homem Aranha vivia ainda seus anos áureos quando foi lançada a versão com atores de verdade em uma série para televisão. Dirigido por E. W. Swackhamar, O Fabuloso Homem Aranha não foi muito bem sucedido e só durou uma temporada, mesmo assim marcou época para os fãs que não tiveram outra oportunidade de ver o herói em carne e osso até aquela data.

O seriado foi introduzido pelo telefilme “The Amazing Spiderman” que foi exibido no dia 19 de abril de 1977. Depois seus episódios foram apresentados semanalmente nos Estados Unidos pela rede CBS, entre 5 de abril de 1978 a 21 de fevereiro de 1978, num total de 11 episódios. Pouco tempo depois no dia 6 de julho de 1978, foi apresentado um telefilme denominado “The Chinese Web” considerado como uma TV Reunion Movie.

A série descartou um dos grandes pilares do sucesso do herói nas histórias em quadrinhos, o elaborado elenco de coadjuvantes, que criava uma vida pessoal mais plausível ao herói, dedicando-se apenas as aventuras do personagem. Além disso não havia supervilões, o que acarretou na reprovação dos fãs do personagem e até mesmo do Stan Lee, apesar de ter obtido uma avaliação satisfatória da crítica televisiva.

Alguns personagens foram interpretados por atores diferentes no filme piloto e nos demais episódios, como o editor do jornal J. Jonah Jameson que foi feito por David White no longa-metragem  e na série semanal foi protagonizado pelo ator Robert F. Simon. O Capitão Barbera, interpretado por Michale Pataki, participou apenas do telefilme e no primeiro episódio semanal, depois seu personagem desapareceu.

A personagem Julie Máster, que foi interpretada pela atriz Ellen Bry, somente apareceu na segunda temporada.

 

A História.


Nicholas Hammond fazia o papel de Peter Parker, mas não tinha nada a ver com o pique dos quadrinhos, ele era um mauricinho sempre bem alinhado de terninho esporte e gravata. E não podemos nos esquecer da indefectível máquina fotográfica eternamente pendendo do pescoço. O Homem-Aranha dava uns pulos muito malfeitos e não falava nada, até o uniforme era um pouco diferente. Um fracasso total. O mais estranho era ter que ver o Homem Aranha usar um chamativo cinto, o qual ostentava o glorioso detalhe de uma fivela com seu simpático rosto em relevo.

E, é claro, não podemos esquecer do inconveniente e magnífico lançador de teias (isso mesmo, ele usava apenas um) que levava no pulso direito. Eis aí dois trambolhos vistosos e desajeitados que mais atrapalhavam do que ajudavam.

Os superpoderes, ah…os superpoderes! O ato de escalar paredes era por si só um prodígio. Os mais desatentos quase nem notavam que ele mal tocava as paredes ao ser suspenso por cabos. Mais vexatório ainda era o ator ser filmado “de cima” sobre uma parede deitada. Nessas horas, sua sombra teimava em delatar o estratagema, projetando-se sob seu corpo. E poucas vezes na série o Homem Aranha se balançou em teias, mas nem precisava de tantos poderes para enfrentar os vilões que tinha.

Os vilões da série não chegavam ao rastro daquelas sensacionais personagens dos quadrinhos, eram na verdade quadrilhas de assaltantes, motoqueiros, e muitos, mas muitos capangas de segunda. Houve até um vilão tele cinético cujo maior feito era fazer voar papéis pela sala e arrastar uma estátua de um lado a outro. Sem falar numa casa mal-assombrada e uma bomba nuclear em Nova Iorque. Nada muito além.

Ainda assim tínhamos o editor do jornal “Clarim Diário”, J. Jonah Jameson, interpretado no piloto por David White e, no resto da série, por Robert F. Simon. Ainda no jornal, havia a secretária Rita (uma versão da Glory Grant das HQs?) e o editor Robbie Robertson, que apareceu apenas no piloto. Já a amável tia May foi reduzida a duas pontas inexpressivas. O Capitão Barbera deu as caras no primeiro ano da série e simplesmente sumiu no segundo. Nessa temporada, surgiu a repórter-mala Julie Masters, uma versão chinfrim de Lois Lane que competia com Peter pelos furos de reportagem, servindo, claro, de ocasional interesse romântico.

No Brasil.


O piloto e o episódio final da série foram exibidos nos cinemas brasileiros no início da década de 1980.

Na telinha o Homem Aranha estreou em 1984 na TV Record onde foi exibida a sua primeira temporada por um anos aproximadamente. Em 1986 passou a ser transmitido nas tardes da TV Manchete onde ficou até 1989.

 



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