Emissora: NBC.
Emissora no Brasil: TV Record, TV Bandeirantes, Rede Globo e Multishow.
Transmissão Original: de 18 de setembro de 1965 a 11 de setembro de 1970.
Duração: 30 minutos.
Temporadas: 5 (138 episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: Television Corporation of America.

A Série.


Enquanto James Bond enfrentava o satânico Dr. No nos cinemas o produtor Dan Melnik decidiu satirizar a Bondmania chamando Mel Brooks para produzirem um seriado nos mesmos moldes do agente inglês. Surgia o personagem Maxwell Smart, nome-código 86. O sobrenome Smart (esperto) foi escolhido porque pareceu aos autores mais apropriado para a personalidade do detetive atrapalhado. Já o 86 veio do número-código que os barmans utilizavam para se referir aos clientes que enchiam a cara.

Melnick se juntou a Leonard Stern e David Susskind e começou a desenvolver o projeto com o auxílio de Mel Brooks e Buck Henry. Alguns autores mencionam que o projeto fora oferecido inicialmente para a ABC, foi recusado pois os executivos da rede queriam Tom Poston para protagonizar o papel de Maxwell Smart, além disso propunham acrescentar outros personagens, como um cachorro e uma mãe para Max, o que foi rejeitado principalmente por Mel Brooks.

No dia 18 de setembro de 1965, o Agente 86 estreou na NBC, num capítulo único, em branco e preto e em poucas semanas já liderava com grande amplitude os índices de audiência. Agente 86 durou 138 episódios e ganhou sete Emmys (o Oscar da tevê americana) em cinco temporadas de exibição. Dois por melhor seriado cômico e três (em anos seguidos) para a Don Adams.

Em 1969 a NBC resolveu tirar a série do ar, pois os índices de audiência começavam a baixar. A rede CBS então apostou no sucesso do seriado casando 86 com 99 e, desta união, nasceram gêmeos, mas não a solução para o programa, que acabou se transformando numa série familiar demais, o que fez com que o público perdesse o interesse. Por isso, acabou cancelada em 1970.

Don Adams acabou sendo escolhido para viver o Agente 86, graças ao personagem que interpretava na série The Bill Dana Show, onde era um atrapalhado detetive de hotel, chamado Byron Glick. Foi com este personagem, e não com Max, que ele criou a célebre frase “Would you believe… and how about…” (“Você acreditaria” e “e se…”). Com a contratação de Adams, Max ganhou “corpo”, pois até então era apenas um apanhado de ideias. Ele dedicou-se de corpo e alma ao papel, fazendo inclusive as cenas arriscadas, o que lhe valeu um maxilar e um nariz quebrados.

Logo em seguida Henry convidou Barbara Feldon, depois de tê-la visto num comercial da Revlon e por ter sido uma das ganhadoras de um programa em que respondia questões sobre a vida e obra de Shakespeare, para fazer o papel da Agente 99, a companheira de 86.

Para completar o trio e para o papel do Chefe do Controle, foi escolhido Edward Platt, que protagonizava um personagem sério, ponderado, mas que sofria de tremenda dor de cabeça por causa das atrapalhadas que Max vivia lhe arrumando.

A História.


Trabalhando para uma agência secreta chamada “Controle”, e recebendo ordens do “chefe” (que na verdade chamava Thaddeus), o agente Maxwell Smart era o trapalhão máximo na luta contra os espiões inimigos que trabalhavam para a terrível organização Kaos, cujos espiões mais conhecidos eram o nazista Siegfried (Bernie Kopell) e seu ineficiente assistente Shtarker (King Moody).

A “Controle” tinha como fachada uma velha tinturaria. Nos fundos havia um longo corredor com inexpugnáveis portas que fechavam e abriam e vira e mexe, na saída acabavam prendendo o nariz de Max. Este corredor levava a uma cabine telefônica, onde ao discar um número chave, permitia chegar diretamente ao décimo subsolo.

Maxwell Smart contava com diversos equipamentos exóticos, como o incrível “sapato-fone” ou o hilário “cone do silêncio”, uma cúpula de acrílico sob a qual as pessoas conversavam para que o assunto não vazasse para fora, só que ninguém conseguia se ouvir dentro! Mas as vitórias do agente no combate ao crime, na verdade eram obras da sua incrível sorte. No meio de suas investigações ele sempre soltava aquelas frases inesquecíveis como: “desculpe, por isso, chefe!”, “e vou adorar!” e “o velho truque…”. Maxwell era casado com a Agente 99, que embora seu nome nunca fosse realmente revelado, é provavelmente Susan Hilton, revelado num dos episódios, mas logo negado dizendo tratar-se de uma fraude. 99 era realmente o cérebro de todas as operações, já que cérebro era o que mais faltava ao Max, apesar de todo o crédito irem para 86, mesmo porque ele sempre reivindicava isso para ele mesmo.

Na série também havia o desafortunado Agente 13, que sempre aparecia nas piores situações, invariavelmente escondido em latas de lixo, em dutos de ventilação e outros lugares inconcebíveis; e também o androide Hyme, que era mais competente que seus companheiros humanos.

Outros personagens também fazem parte da galeria, como o androide Hyme, criado por um cientista louco a serviço da Kaos, que se acabou ficando do lado da Controle graças ao Max, pois ele era a única pessoa a tratá-lo como uma pessoa normal. O único problema do androide que ele só sabia interpretar a frase no sentido literal, ao pé da letra e por isso vivia arrumando confusão.

A Nova Versão.


Em 1995, a FOX tentou reformular o seriado Agente 86 colocando Smart (agora chefe do Controle) e 99 (trabalhando no Congresso) ao lado de dois novos personagens – o filho Zach e a sensual agente 66. O resultado foi um fracasso total e a série foi cancelada depois de apenas sete episódios.

No Brasil.


No Brasil, a série Agente 86 foi apresentada inicialmente em 1966, aos sábados à noite, pela TV Record, com versões realizadas pela Cinecastro RJ/SP (primeira temporada), AIC/SP (segunda, terceira e quarta temporada) e Herbert Richers/RJ (quinta temporada).

Depois disso a série foi reprisada pela TV Bandeirantes em 1971. Chegou à Rede Globo em 1974 onde ficou por quatro anos na programação da emissora e voltou a Band em 1981 sendo exibida por cinco anos consecutivos e em 1988.

Anos mais tarde foi mostrada pelo Canal 21 e canal a cabo Multishow.



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