Emissora: Syndicated.
Emissora no Brasil: TV Tupi e Rede Globo.
Transmissão Original: de 1 de setembro de 1966 a 1 de dezembro de 1966.
Duração: 8 minutos.
Temporadas: 1 (13 episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: Grantray-Lawrence Animation.

O Desenho.


O desenho do Namor lançado em 1966 era mais uma animação dos estúdios Grantray-Lawrence Animation para o programa Clube da Marvel Shell (“Marvel Super Heroes Show”) que contou apenas com 13 episódios.

Era bem simples e barata. Resumia-se em adaptar histórias já escritas para os quadrinhos, retratadas em uma animação congelada dos personagens, dos quais só se moviam os lábios e os olhos. Sem mencionar o fato de que várias cenas eram reutilizadas inúmeras vezes. Os personagens eram literalmente retirados dos quadrinhos, através do processo de xilografia, que transfere a imagem dos quadrinhos diretamente para a celuloide (alguém se lembra dos transfers dos anos 70 e 80 que vinham de brinde nas gomas de mascar?).

A produção ficou a cargo de Steve Krantz e Bob Lawrence, da Grantra Lawrence/Krantz Films, associados a Stan Lee que trabalhou na reutilização das histórias em quadrinhos desses heróis para telinha. A reutilização das ilustrações só não ocorreram no caso do Namor, pois suas histórias em quadrinhos ainda não tinham material suficiente para ilustrar um desenho animado. Com isso, uma equipe de desenhistas e argumentistas foi convocada, entre eles Doug Wildey (criador de Jonny Quest) e Alex Toth (criador do Space Ghost).

Produzido por Steve Krantz (que depois produziria o polêmico longa Fritz, the Cat) para a Grantray-Lawrence Animation, os heróis escolhidos para estrelar o programa foram: Capitão AméricaHulk, Namor, o Homem de Ferro e Thor. Cada um deles tinha um programa de meia hora que apresentava três episódios.

A História.


Namor apareceu no mundo da superfície para atacar a humanidade. Ele lutava para proteger sua raça das agressões dos humanos. Por isso, enfrentou várias vezes heróis como o Tocha Humana. Com o tempo, Namor começou a perceber que nem todos os humanos eram malignos. Ele próprio é um híbrido. Sua mãe é uma atlante e seu pai era o explorador chamado Leonard McKenzie. Apesar de sua ira contra os humanos ter se arrefecido, Namor foi condenado à morte pela corte dos EUA, por ter matado vários policiais em uma de suas primeiras investidas contra os humanos. A policial Betty Dean foi a responsável pelo cancelamento da pena. Namor é membro da nobreza da Atlântida, o reino submarino. Nos anos 40, ainda tinha o título de Príncipe, e depois tornou-se o monarca supremo da Atlântida.

As aventuras de Namor, na maioria das vezes, acontecem nas águas profundas, defendendo a vida marinha do vilão Atuma. Algumas vezes o herói é obrigado a vir até a superfície e, disfarçado, anda entre os terrestres. Quando não esta envolvido com algum tipo de perigo que represente um distúrbio da paz em Atlântida, ele fica em seu palácio acompanhado de sua amada Lady Dorma.

No Brasil.


O desenho estreou no Brasil em 1967 juntamente com as revistas em quadrinhos da Editora EBAL, como estratégia de uma grande campanha publicitária da companhia Shell, que distribuía exemplares das revistas gratuitamente nos postos de gasolina.

A abertura do desenho do Namor no Brasil, era exclusiva. Os desenhos, por aqui tiveram 3 dublagens, sendo a primeira a mais cultuada, pois tinha as músicas de abertura dubladas pelo grupo MPB4.

Quando os Heróis Marvel retornaram à TV, em 1975 (Tupi), a abertura brasileira não entrava mais no ar, pois havia se perdido nos arquivos. Assim, Namor passou a ir ao ar com a abertura original em inglês. Em compensação, em 1982, na redublagem, outra letra para a abertura do herói foi composta.

Mesmo com essa quase-animação os desenhos fizeram bastante sucesso no Brasil, com os episódios exibidos também em dois programas muito conhecidos no passado, o programa do Clube do Capitão Aza e o Pullman Júnior.



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