Emissora: ABC.
Emissora no Brasil: Rede Globo, TV Record, TV Manchete, TCM.
Transmissão Original: de 17 de setembro de 1978 a 29 de abril de 1979.
Duração: 45 minutos.
Temporadas: 1 (24 episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: Glen A. Larson Productions e Universal TV.

A Série.


Galáctica  foi criada aproveitando o incrível sucesso que Star Wars fazia na época, estreando nos Estados Unidos em setembro de 1978. A série inspirava-se em Erick Von Daniken (Eram os deuses astronautas), que dizia que deuses e povos antigos nada mais eram que seres de outro planeta. As personagens tinham nomes de divindades e constelações, bem como os capacetes dos pilotos copiavam o sarcófago de ouro de Tutancamon.

O seriado foi um sucesso de audiência, ficando entre os 30 seriados mais assistidos nos Estados Unidos. No entanto, isso não impediu que fosse cancelada. Hoje, dizem que o motivo foi o alto custo de produção.

A série exigiu cenários, modelos (foram produzidos mais de 40) e efeitos especiais aos montes (supervisionados por John Dikstra, recém saído de Star Wars); o que, no final, aumentava a má vontade dos executivos para com o gênero. Só o piloto de Galáctica custou 3 milhões de dólares, o mais caro de toda a história da TV até então. Ninguém imaginava que, um dia, James Cameron torraria 10 milhões no piloto de Dark Angel. Há quem diga que cada episódio custava um milhão de dólares (o mesmo que 3 milhões de hoje), enquanto outros garantem que não chegava a 750 mil. De um jeito ou de outro, era muito dinheiro.

Outros problemas, entretanto, também interferiram. Para começar, o plano original era de uma minissérie de sete horas, algo muito diferente da produção de 22 episódios semanais de uma hora. A mudança transformou todo o calendário de produção num pesadelo. Além disso, a idéia de um grupo de sobreviventes fugindo por sete horas é muito boa. Manter essa fuga por várias temporadas é muito mais difícil. Para piorar, a produção foi processada pela Fox, alegando problemas de direito autoral em relação à novelização de Star Wars.

Para cortar os custos, a segunda temporada veio como o nome de Galáctica 80, só com Lorne Greene e um bando de novatos. O espaço foi substituído por ruas e prédios normais, já que a série passou a mostrar o que acontecia após a chegada dos aliens na Terra. A manobra pode ter sido muito boa para o orçamento, mas não enganou o público, que rejeitou esse arremedo de continuação, e tudo chegou ao fim em maio de 1980, após dez tristes episódios.

Com o cancelamento, Richard Hatch, que, no início, teve medo de fazer um “Star Wars para TV”, assumiu a liderança para tentar trazer Galáctica de volta. Para tanto, apareceu em convenções, escreveu livros e produziu um trailer chamado “Battlestar Galactica – The Second Coming”. Toda essa dedicação acabou gerando problemas com o dono da série, o produtor Glen Larson, mas nada abalou Richard e seus seguidores.

Após o lançamento de dois filmes de Galáctica, os produtores tentaram trazer a série de volta como um novo seriado, chamado Galáctica 1980, que foi ao ar exatamente no início de 1980, por isso é considerado uma segunda temporada do programa.

 

A História.


Na série, os humanos surgiram em um planeta distante chamado Kobol, em um passado distante. Com o tempo, esse planeta não pôde mais suportar a vida e os humanos, organizados em treze tribos – sendo que uma se perderia das demais (insinuando que esta seria nossa cultura atual) -, tiveram que procurar outro planeta em outro sistema solar. Milhares de anos depois de estarem instalados em novas colônias, com a evolução, a tecnologia avançou muito e a inteligência artificial usada pelos humanos ganhou status de forma de vida e consciência própria, se revoltando contra seus criadores por achar que estes não davam valor à sua existência Os Cilônios, acreditavam em um Deus único (monoteísmo) e os Humanos em vários (politeísmo), causando conflito entre suas culturas.

Tais Cilônios eram androides ciclopes, comandados pelo Líder Imperiosoe remanescentes de uma antiga civilização de répteis, a qual foi extinta, sendo substituída por suas criações cibernéticas no comando do Império Cylon. Eles eram apresentados como uma raça malévola, que desejava conquistar todo o Universo e encontrava resistência da raça humana, passando a travar com ela uma guerra aparentemente sem fim.

Então os vilões executaram um plano de destruição. Eles promovem uma conferência de paz entre humanos e sua raça numa galáxia distante. Tudo não passava de uma cilada. No meio da festa, que marcava o desarmamento de ambos os lados, os Cilônios surpreenderam os humanos e destruíram a maior parte da frota. Com 5 mil tripulantes cada uma, mais de 1600 metros de comprimento, dezenas de canhões laser, mísseis termonucleares e 75 caças Viper a bordo, as astronaves eram a base da defesa humana. Na confusão, apenas uma delas escapou, a Galáctica, do Comandante Adama, que passa a ser responsável pela defesa dos poucos humanos que restaram nas doze colônias.

Sem possibilidade de voltar aos planetas que ocupavam antes, os sobreviventes se reúnem sob a proteção da Galáctica e liderança do Comandante Adama, e partem em busca de uma lendária décima terceira colônia. Ou seja, além do aquecimento global e da poluição, ainda vamos ter de hospedar parentes distantes.

A equipe de humanos tinha ao seu lado a Galáctica, um gigantesco porta-aviões encouraçado. Na verdade era uma máquina de guerra muito maior que a Enterprise de Star Trek, trazendo um conceito novo de nave de combate. O maior atrativo era seu poderoso motor que sempre rugia alto.

A segunda série (ou temporada) mostra a equipe após inúmeras aventuras e decorridos muitos anos no espaço chegando à Terra no ano de 1980, descobrindo que nossa civilização se encontra muito atrasada. Na Terra, a força dos coloniais é multiplicada diversas vezes por conta da baixa gravidade do planeta, em comparação com seus planetas de origem. Sua inteligência, comparada à inteligência dos terráqueos, é soberba e os alienígenas-irmãos tentam propiciar à Terra um imenso salto tecnológico.

Adama, entretanto, não se atreve a informar a Terra sobre a ameaça cilônia, já que percebe que os governantes terrestres são sujeitos mesquinhos e apegados ao pouco poder que detêm.

Auxiliado pelo genial cientista Dr. Zee (um jovem de 14 anos, que no final da série, descobrimos que ele é filho do personagem “Starbuck”, da série anterior), o Comandante Adama defende a Terra, contra a nova geração de cilônios que o seguiu e descobriu o último reduto da Humanidade.

No Brasil.


Aqui no Brasil, o piloto foi exibido nos cinemas como um longa-metragem. Por isso, quando o programa estreou na Globo, todo mundo pensou que o filme havia virado série. Ao todo, existem doze versões do piloto exibidas na TV, no cinema, lançadas em VHS, LD e DVD nos EUA, Canadá e Europa.

Sua estreia na televisão brasileira se deu no dia 8 de março de 1981, recebendo o titulo de Galáctica,  Batalha nas Estrelas. Alguns autores afirmam que esse seria o título apenas da segunda série/temporada, o que não é verdade, as duas séries foram exibidas no Brasil como uma só e levando o subtítulo de “Batalha nas Estrelas”. Na Globo ganhou o horário das 16h do domingo. Em 1982 chegou a ser exibida de madrugada da emissora e em 1983 foi reprisada  pela TV Record de segunda a sábado às 18h30.

Sua última exibição na TV aberta foi em 1991 na extinta Rede Manchete na sessão de series enlatadas de ficção científica Sessão Espacial, onde era apresentada às terças-feiras. Na ocasião as outras séries apresentadas junto com Galáctica foram: Jornada nas Estrelas (segunda, quarta e sexta-feira), Buck Rogers (quinta-feira) e Jornada nas Estrelas – Nova Geração (sábado).

Em 2008 estreou no Canal TCM.



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