É um seriado mexicano de humor narrando as maluquices de um herói vermelhinho que empunhando seu martelo e com suas anteninhas ajuda os fracos e oprimidos.

Emissora: Televisa.
Emissora no Brasil: SBT.
Transmissão Original: de 1º de setembro de 1970 a 14 de outubro de 1979.
Duração: 30 minutos.
Temporadas: 7 (249 – 411, incluindo esquetes).
Cores.
Companhias Produtoras: Televisa.

A Série.


Chapolin Colorado foi exibido na televisão mexicana pela primeira vez em 1970, na TV TIM (Televisión Independiente de México), como um quadro do programa Los Supergenios de la Mesa Cuadrada. Deste programa, além de Bolaños, também participavam os atores Rubén Aguirre, María Antonieta de las Nieves e Ramón Valdés. A partir de 1972, o Chapolin passou a ter um programa próprio (uma sitcom), já pela Televisa, que perdurou até 1979. De 1980 a 1993, a série fez parte do programa Chespirito, que possuía vários quadros.

Chapolin Colorado surgiu para satirizar os heróis norte-americanos com seus “superpoderes” e fazer uma crítica social em relação à América Latina. É um herói “sem dinheiro, sem recursos, sem inventos sensacionais, débil e tonto”. O personagem surgiu em um momento de grande visibilidade para a América Latina. A estreia da série, foi em 1970, ano da Copa do Mundo de Futebol, realizada no México. E, logo após a Olimpíada, sediada também na capital mexicana em 1968, a região foi palco de movimentos estudantis em protesto à Guerra Fria, disputa ideológica, militar e espacial, entre Estados Unidos e União Soviética. A influência estrangeira nos países latinos foi tema recorrente em “El Chapulín Colorado”.

O nome original do herói, “chapulín”, (possivelmente de origem idiomática Nahuatl ou Asteca), é oriundo de uma espécie de gafanhoto, pertencente ao género Sphenarium, bastante popular no México, sendo utilizada como iguaria. Em um quadro do Programa Chespirito, Chapolin explica a origem de seu nome. Seu pai chamava-se “Pantaleon Colorado y Roto” (Calça Vermelha e Curta) e sua mãe “Luisa Lane” (piada ao nome Lois Lane de Superman). Seu padrinho estudava e colecionava insetos. Então escreveu o nome de 4 insetos em pedaços de papeis e os colocou dentro de um chapéu, pediu que alguém sorteasse e assim saiu o nome “Chapulin” (Gafanhoto) para o batismo. Os outros três insetos eram Libélula, Escarabajo (Escaravelho) e Gorgojo (Caruncho). Portanto, o nome completo de Chapolin é “Chapulin Colorado Lane”.

Na ocasião da primeira confecção do uniforme, só havia quatro cores de tecido na emissora: azul, preto, branco e vermelho. Preto não era interessante porque, para Chespirito, dava a impressão de luto. Branco também era ruim para a televisão, por ser uma cor muito clara, que refletia no vídeo analógico da época. Azul inviabilizava o uso do chroma key, recurso que Chespirito planejava usar. Optou-se, então, pelo vermelho, não porque contivesse algum significado especial, mas por simples eliminação. E surgiu o “colorado” do nome do personagem. Bolaños até chegou a cogitar o nome “El Chapulín Justiciero”, mas logo percebeu a carga moral que esse nome trazia. Como a intenção não era política e sim cômica, “Colorado” foi o escolhido.

Baseado na cor escolhida Bolaños teve a ideia de fazer do super-herói um gafanhoto. Isso porque, no México, há uma espécie de gafanhoto vermelho conhecido como chapulín, que é usado na alimentação. A palavra chapulín vem do náuatle, língua dos astecas, e significa grilo, gafanhoto. Em se tratando de super-heróis, é comum que tenham estampada em seus uniformes a primeira letra de seus nomes, mas Chapolin tem duas: (CH). Entretanto no alfabeto espanhol foi considerado (até 1994) uma única letra (che), mesmo que seja escrita com dois caracteres. Os nomes de todos os personagens de Roberto Gómez Bolaños começam com “CH”.

A História.


Quando alguém está em perigo e prenuncia a famosa frase: “oh! E agora quem poderá me defender?”, ele aparece de algum lugar bem estranho para entrar em auxílio aos fracos e oprimidos. Chapolin Colorado (também conhecido como Vermelhinho ou Polegar Vermelho)  é um herói mexicano, baixinho, covarde e mulherengo, completamente atrapalhado que se acha mais “super” que o próprio Superman, mas que na verdade quando entra em ação conta com a sorte para derrotar seus inimigos.

Com suas famosas frases “não contavam com minha astúcia”, “sigam-me os bons”, “todos os meus movimentos são friamente calculados”, “’palma, palma, não priemos cânico” ou “se aproveitam da minha nobreza”, o herói tem pouquíssimos artifícios para combater a vilania, entre eles suas antenas de vinil que captam até ondas de rádio; uma marreta Biônica; Pílulas de Nanicolina que reduzem seu tamanho a até 20 cm e a Corneta Paralisadora, uma arma que quando tocada consegue fazer qualquer coisa parar. Chapolin é um personagem atemporal, ele pode aparecer enfrentando vilões no velho Oeste ou na Idade Média, por exemplo, onde ele combate os piores vilões que existem como o Carne Seca, o Pocas Trancas ou  os piratas.

No Brasil.


Chapolin estreou no Brasil no dia  24 de agosto de 1984, às 18h,  no programa TV Pow, com o episódio “O cleptomaníaco”. A repercussão fez com que aceitação em 1990 fosse comprado um novo lote, de cerca de sessenta episódios. Chapolin, então, passou a ser exibido em horário nobre, às 21h, em 76 episódios comuns a noite do SBT. A Editora Globo lançou a revista em quadrinhos do seriado, assim como a do seriado Chaves, o herói era grafado como “Chapolim”.

Em 1993, a abertura dos bonecos é substituída por uma feita pelo próprio SBT. No decorrer dos anos, o horário de exibição do seriado mudou diversas vezes, e passou até a ser transmitido duas vezes por dia.

Deixou de ir ao ar regularmente em 2000, devido à exibição do Horário político, após um período recorde para programas do gênero de 18 anos de exibição praticamente ininterrupta (superado apenas pelo seu coirmão Chaves, com 16 anos), embora o SBT tenha voltado a exibir episódios esporadicamente em vários momentos desde então. O seriado voltou a ser exibido pela emissora aos sábados em 12 de novembro de 2005, quando foram exibidos vários episódios inéditos após uma remixagem, mas por baixa audiência saiu do ar em 17 de março de 2007 dando espaço para a série norte-americana Eu, a Patroa e as Crianças. No entanto, retornou no dia 30 de julho de 2008, de segunda a sexta-feira, e sua exibição conseguiu derrotar o Jornal Hoje (exibido no mesmo horário), sendo que Chapolin ficou com 12 pontos contra 11 da Rede Globo de acordo com o IBOPE. Porém, foi retirado novamente da programação em 2 de maio de 2009.

Em Novembro de 2010 será exibido no canal pago Cartoon Network. Em 18 de fevereiro de 2013, o SBT voltou a exibir o seriado, depois de vários anos fora do ar. Nesta exibição foram mostrados vários episódios que estavam perdidos. Porém, foi retirado do ar no dia 9 de março do mesmo ano.

Em 2014, durante o horário eleitoral, o SBT exibe os episódios de Chapolin de 13h e 20h30. O programa foi novamente exibido no SBT, entre 5 de janeiro e 28 de fevereiro de 2015, de segunda a sábado às 13h30. A exibição do seriado foi cancelada e no lugar voltou a ser exibida As Visões da Raven, o que gerou forte revolta por parte dos fãs do Chapolin.

O seriado é exibido também no site Netflix. Além do Brasil, México, Argentina, Colômbia, Panamá, Costa Rica e Estados Unidos também têm a série disponível.

O dublador Marcelo Gastaldi – que era perfeito ao emprestar sua voz aos personagens Chaves e Chapolin – faleceu em setembro de 1995, poucos dias antes da exibição do último programa no México. Após 25 anos, o ator Bolaños estava se aposentando na TV.



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