Emissora: Rede Manchete.
Transmissão Original: de 1º de julho de 1985 a 10 de janeiro de 1986.
Duração: 45 minutos.
Temporadas: 2 (94 episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: Rede Manchete.

A Série.


Em 1985 mais estreias conquistavam os telespectadores da nova Rede Manchete e no mês de julho entrava no ar Antônio Maria, a primeira novela produzida pela emissora, além da série humorística Tamanho Família, que fez a sua estreia no dia 1º de julho.

Na época o investimento da emissora era alto, pois para produzir 150 capítulos da novela era necessário 5 bilhões de cruzeiros, ao passo que cada episódio de Tamanho Família custava à Manchete 40 milhões de cruzeiros. Foram produzidos 94 episódios do seriado.

O sitcom criado por Bráulio Pedroso foi a primeira experiência da emissora com os programas do gênero humorístico. Escrevendo o seriado outros grandes nomes se destacavam como: Leopoldo Serran, Miguel Falabella e Geraldo Carneiro.

Inicialmente Tamanho Família ia ao ar de segunda a sábado às 19h35, depois transferiu-se para o horário chamado Tarde Viva.

O tema principal do seriado, que era mostrar o cotidiano de uma família brasileira,  já tinha sido explorado na televisão brasileira, em séries como A Grande Família e A Família Trapo, e a própria emissora repetiria a fórmula em outra série parecida: Família Brasil, de 1993.

Apesar de Antônio Maria e Tamanho Família não conquistaram o sucesso esperado, foram grandes passos para a evolução do núcleo de dramaturgia da Rede Manchete. O programa chegou a ser reprisado em 1993.

A História.


A história de Tamanho Família apresentava uma família bem brasileira, açoitada pela crise econômica, assustada pelo desemprego e pelo desconforto do bolso sempre vazio. Tudo servia como gancho para apresentar relações familiares, com integrantes cheios de hábitos que se identificavam com o dia a dia dos telespectadores, e que para cada problema arranjavam uma solução engraçada para driblar a crise, sempre com muito “jogo de cintura”.

Eles brincavam com as situações cotidianas quase sempre fazendo uma comparação com a cultura de massa presente no cinema, nos livros e na televisão. É o caso de episódios como: “Nosferata, A Vampira Da Caatinga”, “O Exorcista”, “O Dia Em Que A Televisão Parou”, “Suplício De Uma Paixão” e “Adivinhe Quem Vem Para Dormir”.

Os membros da família Oliveira título incluía feras no humor. O patriarca era Onestaldo um pai sem um tostão no bolso à espera da aposentadoria do INAMPS. Dono de uma cabeça pequeno-burguesa cultivada por anos de burocracia. Casou-se com Carmem que o abandonou deixando dois filhos, Eduarda, a Duda (Zezé Polessa), e João Jorge, o Janjão (Diogo Vilela).

Onestaldo acabou casando-se novamente, com  Zuzu (Suely Franco), a única do grupo com uma renda estável, sempre em conflito com todos dentro da casa. O casal tinha ainda o apoio da empregada Irinéia (Stella Freitas).

Duda era o tipo de mulher que embarcou no desbunde e ainda não havia chegado ao ponto final. Entre todos os modismos, da alimentação natural à mãe solteira. Apinajé (Caio Junqueira), era o filho que ela amava mas não conseguia criar; Já o Janjão era o preferido do pai, rapaz meio debiloide, sempre atrás da grande “jogada” para enriquecer.



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