Emissora: ABC.
Emissora no Brasil: TV Tupi, TV Bandeirantes, Rede Globo, TV Record, USA e Rede Brasil.
Transmissão Original: de 7 de março de 1973 a 6 de março de 1978.
Duração: 50 minutos.
Temporadas: 5 (105 episódios, 3 especiais e 6 telefilmes).
Cores.
Companhias Produtoras: 20th Century Fox Television.

A Série.


A série O Homem de Seis Milhões de Dólares foi inspirada no livro “Cyborg” de Martin Caidin. Inicialmente, a história foi roteirizada para telefilmes, produzidos pela rede de TV ABC, nos Estados Unidos: Cyborg: The Six Million Dollar Man, exibido em 7 de março de 1973; Wine, Women and War, em 20 de outubro de 1973 e The Solid Gold Kidnapping apresentado em 17 de novembro de 1973.

Nos filmes, o personagem principal era mais sério e vivia uma trama mais complicada, seguindo à risca o clima criado por Caidin em seu livro. Na série de TV que sucedeu o filme, o protagonista ganhou características mais cômicas, de um personagem de história em quadrinhos.

Muitas gafes aconteciam ao longo dos episódios. Steve usou seu braço esquerdo, que supostamente ainda era normal, para ações sobre-humanas. Ele chegou a levar uma pedrada na cabeça e sair ileso. E apesar ter um olho biônico, Steve teve que usar uma lupa para analisar uma pista em um de seus complicados casos.

O show também teve seu lado negro. Muitas crianças tentaram, na época, se machucar propositalmente, pois queriam ter partes biônicas como Steve. Um garoto de sete anos, na Filadélfia, fingiu ser cego para ganhar um olho biônico, além de tentar parar o carro da família, que estava em alta velocidade, colocando sua perna para fora, a fim de freá-lo. O incidente chamou a atenção da Universal e o próprio Lee Majors (Steve) escreveu ao garoto para explicar que tudo o que acontecia na série era ficção.

O Homem de Seis Milhões de Dólares tornou-se muito popular dentro da cultura pop dos anos 70, principalmente com a introdução de sequências em câmera lenta, que também foram bastante exploradas no seriado Kung Fu desta mesma década e acompanhamento de trilha sonora eletrônica.

A série contou também com a participação de várias estrelas do cinema e televisão como Farrah Fawcett-Major, a esposa de Lee Majors na época, que participou de quatro episódios, assim como Kim Bassinger, Gary Collins, Stefanie Powers, Yvonne Craig, Lou Gossett e Eric Estrada, entre muitos outros.

O ator Lee Majors interpretou anos mais tarde o dublê Colt Seavers na aclamada série Duro na Queda, papel que também teve grande repercussão.

 

A História.


Na série, o astronauta Steve Austin sofreu um acidente em um voo experimental de uma nave da NASA, com um avião Northrop M2-F2 (embora num episódio “The Deadly Replay”, tenha sido feito referência a um Northrop HL-10). Para trazê-lo de volta a vida, o cientista Oscar Goldman financiou uma operação que substituiu partes de seu corpo por partes biônicas, gerando uma criatura meio robô, meio homem. A operação financiada pelo Governo americano custou 6 milhões de dólares, o que justifica o título da série.

Suas novas pernas lhe deram uma velocidade sobre-humana, chegando a atingir 90 quilômetros por hora, e uma capacidade de saltar mais alto que qualquer ser vivo. Ao receber um braço mecânico, podia também levantar qualquer peso e quebrar os mais resistentes materiais como se fossem manteiga. Por fim, lhe foi dado um olho biônico que era equipado com raios infravermelhos e uma visão que ampliava a visão normal em 20 vezes.

No texto original de Caidin, o olho de Austin era uma câmara comum que ele podia remover após o uso, tornando-se cego do lado esquerdo. Mais tarde, o olho ganhou a habilidade de emitir raios laser, capacidade mostrada pela primeira revista em quadrinhos Six Million Dollar Man, publicada pela Charlton Comics, publicada no Brasil pela Editora Bloch e EBAL, mas não aparece na série.

Apesar de se tratarem de uma tecnologia muito avançada, os implantes de Steve Austin podiam falhar sob frio intenso, mas retomavam suas funcionalidades na temperatura ambiente. Quando Austin usava seus implantes, eram ouvidos ruídos eletrônicos característicos da série.

De volta à ativa, após ter recebido um treinamento para usar e controlar os membros biônicos, Steve devia transformar-se num agente da OSI (Office of Scientific Intelligence), o escritório da inteligência científica, que era a organização por trás da sua cirurgia. A OSI tinha fornecido o dinheiro para fazer Steve um homem biônico, assim ele foi obrigado a pagá-los indo trabalhar para organização em missões perigosas e secretas.

Em 1975, Steve ganha um par romântico. Assim surgiu Jaime Sommers, que se tornaria a Mulher Biônica. A intenção dos produtores era a de mostrar ao público o lado sentimental de Steve, bem como explorar seu passado. Jaime é uma antiga paixão de infância que se torna tenista profissional.

A série teve ainda um menino biônico, interpretado por Vincent Van Patten. Na história, Andy era um rapaz que sofria um acidente o que o levava a ser submetido a uma cirurgia de implantes biônicos. Mas, quando o governo percebia que ele não era capaz de controlar seus poderes, decidiu neutralizar a super força dos biônicos, deixando que o rapaz tivesse uma vida normal. Os produtores queria ainda introduzir um cão biônico, mas Majors se recusou a filmar a história que acabou indo parar na série A Mulher Biônica.

 

No Brasil.


A série estreou no Brasil dentro da programação do Clube do Capitão Aza em 1973 na TV Tupi com o título apenas de Cyborg. Depois transferiu-se os sábados, sendo mostrado às 21h, agora com o nome de O Homem de Seis Milhões de Dólares. Ficou na emissora até 1978, quando nos últimos anos ocupava às noites de quarta-feira do canal. Paralelamente a essa exibição, a série foi apresentada entre os anos de 1974 e 1976, em São Paulo pela TV Bandeirantes. Na Band era mostrada às quintas-feiras no horário das 21h com o título de Cyborg, O Homem de Seis Milhões de Dólares.

A série retornou à programação brasileira já em 1982, agora apresentada aos sábados às 14h na Rede Globo. Em 1983 começou a fazer parte da programação da Sessão Aventura, às segundas-feiras às 16h45. Na Globo permaneceu no ar até 1984.

Durante o ano de 1987 foi o momento de ser apresentado pela TV Record, numa faixa intitulada Teverama, exibida aos domingos às 21h30.

O seriado só voltou a televisão brasileira entre os anos de 1996 e 1999 pelo canal por assinatura USA, ao lado de A Mulher Biônica. Também foi mostrado na Rede Brasil a partir de setembro de 2011 ocupando o horário das 21h dos sábados.

 

O Retorno.


Anos mais tarde os personagens biônicos de Steve Austin e Jaime Sommer, da série A Mulher Biônica, retornaram em três telefilmes: The Return of the Six Million Dollar Man and the Bionic Woman, em 1987; Bionic Showdown em 1989, introduzindo Sandra Bullock como a nova mulher biônica e Bionic Ever After?, em 1994, quando finalmente acontece o casamento entre Steve Austin e Jaime Sommers.

Nos anos 90, alguns diretores tentaram reavivar a série em novos projetos, mas que não deram em nada. Em 2003 também foi anunciado um projeto envolvendo Jim Carrey, mas só ficou nisso e finalmente em 2007, surgiu uma nova versão de “The Bionic Woman”, mas foi um fracasso e foi encerrado depois de oito episódios.



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