É uma série clássica brasileira, lançada na década de 1950, que conta histórias de comédia romântica entre Eva Wilma e John Herbert.

Emissora: TV Tupi.
Transmissão Original: de 15 de março de 1955 a 1964.
Duração: 20 minutos.
Temporadas: (385 episódios).
Preto e branco.
Companhias Produtoras: TV Tupi.

 

A Série.


A Tupi lançou em 1953, impulsionada pelo sucesso de I Love Lucy, a série de comédia romântica Alô Doçura!, nos mesmos moldes do programa norte-americano. A série consagrou o então jovem casal Eva Wilma e John Herbert, mostrando a vida conjugal de um casal, e na epopeia que é a vida a dois.

Alô Doçura! foi criada para o rádio por Otávio Gabus Mendes, pai de Cassiano e recebeu o título de O Encontro das Cinco e Meia. No rádio o casal era interpretado por Haydée Miranda e Paulo Maurício. Cassiano Gabus Mendes adaptou o programa para TV Tupi de São Paulo e a partir de 1957 o programa passou a ser transmitido, ainda ao vivo, para o Rio de Janeiro, obrigando seus atores a viajar entre o Rio e São Paulo constantemente.

A ambição da emissora era ter um programa que tivesse a seguinte estrutura: um humor leve e descontraído, histórias com pouca duração e o principal, um casal de grande empatia do público. A primeira investida foi com o mais badalado casal daqueles tempos: Anselmo Duarte e Ilka Soares.

Os dois atores na época, bem sucedidos e considerados os mais belos do Brasil. O seriado não vingou porque, segundo a própria Ilka Soares, Anselmo não conseguia decorar o texto (pois a dinâmica ao vivo era muito diferente da do cinema, na qual ele estava acostumado). E também o casal estava pra lá de ocupado, um programa na Rádio Record que era líder de audiência, muitas festas à comparecer e muitos filmes em vista. Imediatamente a Tupi escalou outros dois novos atores, Mário Sérgio (galã da companhia de cinema Vera Cruz) e Eva Wilma, uma jovem atriz que era uma promessa no cinema.

Algumas edições depois, o programa chamado de Alô Doçura!, já era sucesso. A série era exibida uma vez por semana, passando, mais tarde, a ter dois episódios semanais. Foi a primeira série no Brasil em formato sitcom (“situation comedy”), com histórias apresentadas em forma de esquetes com duração de 15 minutos, centradas nos problemas de comunicação entre um homem e uma mulher. Em cada episódio, os atores interpretavam personagens diferentes, em geral as histórias eram encenadas em auditório, incorporando a reação do público.

A química do casal funcionou dentro e fora das telas. Herbert e Eva, a Vivinha, se casaram, em 1955, ganhando o apelido de “Casal Doçura”, eles foram casados durante mais de 20 anos e tiveram dois filhos. E, apesar de separados há muitos anos, a amizade se mantém. Ou então, ele não chamaria a ex-mulher pelo antigo apelido até hoje. “No Alô Doçura, Eva tinha um time de comédia e fui aprendendo com ela” diz John Herbert. Depois de dez anos, a fórmula acabou por se esgotar. “Mas não tem nada gravado, a Tupi não guardou nada!”, revolta-se o ator.

Durante a produção Eva ficou grávida duas vezes: Vivian (1958) e John Júnior (1960), sendo que em alguns episódios, a personagem que representava também estava grávida; em outros, a gravidez era disfarçada.

Sempre com enorme sucesso de público e de crítica, Alô, Doçura! foi sem dúvida a primeira produção televisiva a conquistar público cativo durante todos os anos em que foi exibida. O casal ainda faria outro seriado praticamente idêntico ao primeiro, chamado “Comédia Carioca”, exibido em 1965, agora para a TV  Record.

O SBT tentou reeditar o sucesso nos anos 90, em vão. Na nova versão, o casal era interpretado por Virgínia Novick e César Filho.



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