Emissora: TV Tupi (RJ e SP).
Transmissão Original: de 29 de janeiro de 1954 a 25 de abril de 1964.
Duração: 30 minutos.
Temporadas: 1 (26 episódios).
Preto e branco.
Companhias Produtoras: TV Tupi.

 

A Série.


No início da TV brasileira as séries costumavam seguir pelo caminho da aventura com isso a nossa TV estava sempre cheia de heróis, baseando-se muito nas histórias em quadrinhos e nos enlatados norte-americanos. Uma das primeiras séries de ação da TV Tupi, uma mistura de Zorro com Alladin, foi a do espadachim Falcão Negro, que por quase uma década combateu o crime em seu reino medieval.

As aventuras eram escritas por Péricles Leal que abusava da astúcia de seu personagem e lhe dava capacidades quase sempre ilimitadas. Perdemos a conta de quantas espadas o Falcão Negro enfiou embaixo do braço dos vilões. Como não existia uma rede única, só uma padronização geral, existiam diversos “Falcões” pelo Brasil. Em São Paulo José Parisi e no Rio de Janeiro o herói era feito por Gilberto Martinho.

Como o programa era transmitido ao vivo, tornava-se comum o improviso e os acidentes de trabalho durante a exibição das aventuras, como o de Jece Valadão, que acertou um banco na cabeça de Gilberto Martinho, fazendo os espectadores pensarem que o ator tinha morrido. Como exemplo de improviso temos essa história sobre um dos figurantes que já tinha um certo temor de enfrentar o jeito naturalista com que Gilberto Martinho, utilizava sua espada. Já escolado com as estocadas que levava toda semana, resolveu radicalizar. Não deixava mais Martinho aproximar-se em cena. Certo dia, marcado para morrer pela espada maldita, o figurante manteve sua determinação. Falcão Negro puxou a arma, apontou-a para o figurante e soltou a frase clichê: “Morra, miserável!”. Antes que a espada tocasse o corpo do ator, ele pulou para trás escapando do golpe mortal. No entanto, ator consciente, o tal figurante, mesmo fugindo da estocada, respeitou a marcação e caiu morto. A cena teria ficado incompreensível, não fosse a presença de espírito de Gilberto Martinho que, mesmo surpreso diante da reação inesperada do inimigo, alterou o diálogo com precisão: – Quer dizer que, além de miserável, és cardíaco?

O ator Oliveira Sobrinho ganhou um pequeno papel na série como Arqueiro Pé-de-Coelho, o mensageiro do herói. Mais tarde Oliveira Sobrinho tornou-se o Boni, um dos grandes nomes da Rede Globo.

A série ganhou uma versão em quadrinhos que estreou em 1958, pela editora Garimar e foi desenhada por Getúlio Delphin, Walter Peixoto e Fernando de Lisboa.

 

Ary Fernandes mostrava sua paixão pela televisão a cada produção em que se envolvia, e com Águias de Fogo não foi diferente, ele além de exercer a função de diretor e produtor da série, foi também um dos principais atores, interpretando o Capitão César.

A série começou a ser filmada em 1965, em Cumbica, São Paulo, foram 26 episódios em um ano de produção. Como coadjuvante, apareceram na série atores como Jonas Mello e Bete Mendes, em início de carreira.



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