É um seriado de grande sucesso, lançado nos anos 60, com a dupla dinâmica enfrentando vilões como Coringa, Pinguim e Charada.

Emissora: ABC.
Emissora no Brasil: .
Transmissão Original: de 12 de janeiro de 1966 a 14 de março de 1968.
Duração: 25 minutos.
Temporadas: 3 (120 episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: 20th Century Fox Television.

A Série.


Batman andava meio esquecido até que o produtor William Dozier apresentou para a emissora americana ABC a ideia de criar uma série sobre Batman e Robin, mas a intenção era combater o crime fazendo com que o espectador se divertisse com isso. Dozier trouxe uma filosofia diferente a personagem, muita ação e humor eram os ingredientes principais de Batman e Robin.

A ABC aceitou produzir a série pois imaginava que ali estaria um bom produto para divertir o público jovem. Entregou então a Dozier e Howie Horwitz, fanáticos por quadrinhos, a incumbência de trazer essa linguagem para as telinhas, o que era uma grande novidade para a época,

A série abusava na linguagem visual com as onomatopeias na tela cada vez que a dupla enfrentava os vilões. Mas era estranho ver diálogos tão infantis saindo da boca de heróis tão sérios quanto a dupla dinâmica. Ward interpretava um Robin tão infantilizado que fazia o dos quadrinhos parecer um Nerd.

Além disso, tínhamos um narrador ao final dos episódios que sempre terminava dizendo: “não perca mais um bat-capítulo, neste mesmo bat-horário, nesse mesmo bat-canal”, ou então “será que este será o fim de nossos heróis?”.

Essas características fizeram os fãs do herói acusaram a ABC de infantilizar o personagem dos quadrinhos, que tinha um tom mais sério nos gibis. Após o cancelamento da série, os argumentistas contratados pela DC Comics ficaram encarregados de retomar a imagem sombria do Homem Morcego.

Mas apesar das críticas contrárias da imprensa, dos fãs do herói e da constante perseguição da censura e órgãos de bons costumes, o seriado tornou-se um fenômeno em audiência. Quando estreou em 12 de janeiro de 1966, foi vista por 49,5% dos televisores norte-americanos. Seu tema de abertura, composto por Neil Hefti e executada pelo grupo The Ventures, baseado em refrães minimalistas, numa progressão de um blues de barra simples que só utiliza três cordas, acabou se tornando referência quando o assunto é Batman.

Devido aos baixos índices alcançados no segundo ano, os produtores resolveram incluir um terceiro personagem, a belíssima Batgirl, com o intuito de atrair novamente a audiência. Mas, apesar do reforço da singela Batgirl, os números de Batman continuaram ladeira abaixo. O que é difícil de entender é o motivo pelo qual a ABC pagava 65 mil dólares por cada episódio à Fox, sendo que o estúdio gastava 75 mil para produzir cada um deles. Com isso, o jeito foi cancelar a série para que a Fox tivesse lucro com as reprises.

 

O Elenco.


O primeiro a ser escolhido foi o ator Alan Napier, que tinha seu agente trabalhando com o assistente de produção da série Charles  FitzSimons. Inicialmente ele não se interessou pelo papel do mordomo Alfred, já que não conhecia os quadrinhos do herói, mas ao saber que seu salário seria de 100 mil dólares por mês, fechou o contrato sem pensar demais.

Dozier pensou primeiro em Ty Hardin, da série Bronco, para o papel do Homem Morcego, mas o ator estava na Itália filmando faroestes. Também fez testes de câmera com Lyle Waggoner (da série Mulher Maravilha). Foi quando o agente de Adam West apresentou algumas fotos do ator que já tinha trabalhado na série Detetives, e Dozier acabou decidindo por ele.

Depois vieram as escolhas de Neil Hamilton no papel do Comissário Gordon e Stafford Repp como Chefe O’Hara. A atriz Madge Blake, então com 66 anos idade, foi a próxima a ser escolhida para dar vida a Tia Harriet.

Burt Ward tinha 19 anos  quando foi escalado para o papel do Menino Prodígio. Na época ele trabalhava numa imobiliária e não tinha experiência alguma com câmeras de televisão. Não pensou demais em assinar o contrato para viver Robin, ainda que seu salário inicial fosse de menos de um salário mínimo por episódio.

Mas quem realmente roubava a cena no elenco do seriado eram os vilões, em sua maioria interpretados por atores vindos do teatro. Burgess Meredith dava vida ao Pinguim, aliás ele criou o jeitão do vilão de falar que até hoje é copiado em outras produções; Cesar Romero fazia o Coringa, usando um generoso bigode que, por mais que lhe pagassem bem, ele não raspava de modo algum. O jeito era pintar de branco e evitar os closes; o excelente ator Frank Gorshin fazia o Charada de um jeito tão escrachado que é difícil esquecer; já a sedutora Mulher Gato foi vivida por três diferentes intérpretes. Lee Meriwether no piloto, Julie Newmar (nas duas primeiras temporadas) e Eartha Kitt, a mais bizarra de todas, no último ano. Num artifício de extremo mau gosto, escolheram-na por ser negra e baixinha; Rei Tut  foi vivido por Victor Buono.

Quase que Charlton Heston e Yul Brinner interpretaram o bonachão vilão obcecado pela cultura egípcia; o Senhor Frio foi interpretado por três atores: George Sanders, Elli Wallach e Otto Premingeri. Este último, diretor de cinema, pediu para entrar na série para agradar os netos. De tanto discutir com o diretor em cena, apareceu em apenas um episódio; e o Cabeça de Ovo foi vivido por Vincent Price, que detestava usar a maquiagem; ainda pareceram na série o Traça (Roddy MacDowell, o Cornélius do Planeta dos Macacos), Menestrel, o Chapeleiro Louco, entre outros.

Adam West e Burt Ward fizeram tanto sucesso interpretando os heróis que voltariam 9 anos mais tarde a fazer os personagens que os tornaram conhecidos, num especial em duas partes intitulado “Legends of Super-Heroes”, produzido pela NBC, onde o Batman e Robin ao lado dos principais heróis da D.C. enfrentam os vilões da Legião do Mal.

Bastidores.


O cenário de Batman era superior ao dos seriados da época. Além de utilizar a cidade cenográfica da Fox, alguns dos prédios foram criados especialmente para o programa, como a fachada da chefatura de polícia. A própria batcaverna tinha um certo ar imponente, recheada de equipamentos e radares – moderníssimos para os anos 60 -, com estacionamento circular para o batmóvel, que dispensava manobras.

Um cena que ficou muito conhecida na série é a que Batman e Robin escalam um edifício. O cenário era feito deitado e os atores puxavam a corda e iam andando curvados. Depois da edição a cena era mostrada em pé e Batman e Robin pareciam estar subindo o prédio usando sua batcorda. Toda vez que ele subiam para o topo do prédio, algum astro de Hollywood sempre aparecia na janela para acenar. Esse quadro foi criado porque grandes astros queriam aparecer de alguma forma no seriado, nomes como Frank Sinatra, Steve McQueen, Clint Eastwood, Jose Ferrer, Elizabeth Taylore até Robert Kennedy queriam fazer alguma participação.

As tomadas aéreas, como a saída do batmóvel da batcaverna, eram frequentes, como também as da cidade de Gothan City. A mansão Wayne também tinha certo requinte, apesar de aparecerem apenas a sala e o estúdio onde ficava o batfone. Neste estúdio havia o busto de William Shakespeare, onde Bruce Wayne acionava a estante secreta que mostrava a passagem para a batcaverna. Em alguns episódios, aparecem ainda o batcóptero, a batlancha e a bat-moto com o sidecar.

O batmóvel, construído por George Barris sob o chassis de um Ford Futura, custou cerca de 250 mil dólares na época. Foram construídos mais três carros para o herói, que existem até hoje e estão nas mãos de colecionadores.

Em um dos episódios aparece o vilão Face Falsa, interpretado por Malachi Trone, que não era conhecido na época. Por isso, o ator ficou feliz em aparecer numa série de televisão, isso até descobrir que seu rosto seria coberto por uma máscara e seu nome substituído nos créditos por um ponto de interrogação. Dozier queria fazer uma brincadeira como a realizada no filme A List of Adrian Messenger, onde nomes famosos usando máscaras têm seus nomes ocultados para causar um mistério. O ponto de interrogação nos créditos gerou uma grande repercussão, pois passaram a acreditar que por detrás da máscara estava algum nome conhecidíssimo.

O uniforme de Robin, que continha meias que cobriam toda a perna causavam grande coceira no ator Burt Ward, que acabou tendo alergia a elas. A solução foi gravar alguns episódios sem essa peça, mas para isso Burt teve que raspar as pernas. O ator ainda teve que enfrentar a Liga Católica da Decência que implicou com o calção de Robin que deixava seu órgão sexual proeminente. Para diminuir o problema foi obrigado até mesmo a tomar remédios.

A História.


A série contava as aventuras de Batman e Robin em Gothan City. Batman se escondia atrás da identidade do milionário e afável Bruce Wayne que morava numa imponente mansão, juntamente com o jovem Dick Grayson (Robin), que ele tinha a sua custódia, o seu fiel mordomo Alfred e a sua tia Harriet, essa última criada para manter as aparências  entre Bruce e Dick, assim o público não levantaria a hipótese de que os dois eram homossexuais.

Batman era a moral em pessoa, correto e incapaz de ir contra os bons costumes e o civismo. Acreditando cegamente em seus princípios, não percebia o quanto suas atitudes eram contraditórias e até mesmo hipócritas. Uma bela crítica aos xerifes do mundo. Já Robin só servia para cair vítima das artimanhas dos vilões. Era o fiel pupilo do Morcego. Sem voz ativa, era o adolescente mais certinho do mundo.

As aventuras normalmente envolviam os heróis em lutas com os super-vilões como Coringa, Charada, o Pinguim, Mulher Gato, Sereia, o Traça, Olga a Rainha dos Cossacos, Viúva Negra, o Vergonha, Zelda a Grande, Senhor Gelo, Menestrel, Arqueiro, Minerva, Grande Chandel, Nora Clavícula e as Irmãs Siamesas, Marsha a Rainha dos Diamantes, Rei Tut, Sandman e muitos outros.

Seus aliados eram o comissário de polícia Gordon, o chefe de polícia O´Hara de Gothan City e a Batgirl. A série contava com um narrador que era o próprio produtor do espetáculo, William Dozier. A série também serviu de trampolim para que muitos astros dos anos sessenta pudessem aparecer, por menor que fosse sua participação.

As mulheres, conduzidas pela doce Candy Pruitt (Bridget Hanley), retornam com Jason a bordo do navio do capitão Roland Francis Clancey (Henry Beckman) para dar início aos romances. Mas a aposta dos Bolts com Aaron Stempel visava que se uma das 100 mulheres voltassem para casa antes de 1 ano, os irmãos Bolt perderiam suas terras para Stempel.

A série girava em torno dessa união, seus problemas principalmente causados por Aaron fazia de tudo para que as mulheres abandonassem seu par e a região, para que ele pudesse ficar com suas terras.

No Brasil.


A série, que no Brasil também recebeu o nome de Os Aventureiros, foi apresentado pela primeira vez por aqui na extinta TV Tupi a partir de 1971, de segunda a sexta-feira às 14h30. Em 1973 estreou na TV Cultura no horário das 21h, onde ficou até 1975.

Depois de três anos fora da programação brasileira a TV Tupi voltou a exibir o seriado em 1978. Na década de 1980 fez parte da programação noturna da TV Gazeta.



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